No colégio o pessoal percebe
que estamos muito ligadas, e após alguns dias, ainda com o clima com a mãe
ruim, ela vai para minha casa levando uma muda de roupas. Os dias vão se
passando e vamos ganhando intimidades uma com a outra, porem nada de anormal.
Uma aula que sempre gostei
foi Educação Física, embora as aulas fossem sempre iguais. Até que em
determinado dia, me chamam para participar da brincadeira e eu aceito. Porém
não durou muito... Logo me tiraram, bati fortemente a cabeça no chão e quando
voltei à consciência estava no hospital. Após os exames serem feitos e nada
grave ser detectado, fiquei a noite em observação e a professora começou a
conversar comigo.
A professora diz:
— Nadia, eu te trouxe até
aqui, você bateu a cabeça no chão e desmaiou. O pessoal ficou desesperado
achando que você estivesse morta. Ana Luisa começou a chorar muito e resolveu
vir junto, vou chamá-la.
Ana entra no quarto e diz
carinhosamente:
— Achei que o pior tivesse
acontecido, não suportaria perder você. O pessoal também ficou muito triste,
eles até pararam a aula depois do acidente. E me perguntaram o porquê de eu ter
ficado junto á você e chorando muito... Respondi que estava daquele jeito
porque te amo, você é tudo que eu desejo.
Eu percebi que ela falava sério
e perguntei de que maneira ela me amava
Ana responde
— Sabe Nadia... Sei muito
bem como você se sente por ter sido isolada... Pois quando eu morava em
Sorocaba, quase todo o pessoal do colégio não me via com bons olhos, me
humilhavam, me chamavam de lésbica fresca e coisas piores só pra me deixarem
mal. Sofri muito e resolvi vir aqui pra São José dos Campos pra começar uma
nova vida. E você tem tudo que eu sempre busquei em uma namorada. Eu te amo!
Preciso de você comigo.
Aí eu respondo:
— Ana, você também é tudo
que eu sempre busquei em uma namorada! Você é a mulher mais perfeita de todas,
preciso muito que você fique comigo! Mas o pessoal que me humilha logo percebeu
e impôs uma condição para pararem de me humilhar: que eu fique com você na
sorveteria. Você aceita?
— Claro amor, claro que aceito!
Por você enfrento todos os problemas.
Após receber alta do
hospital, combinamos de nos beijar na sexta-feira. Feito isso, as brincadeiras
pararam e pude ser feliz com a Ana Luisa. No fim do ano, resolvemos morar
juntas na minha casa e fomos muito felizes.
FIM !!!!

Oi, Louise, eu também sou desenhista e escritor... se você tiver Facebook, Twitter e Instagram, pode procurar por mim depois (para podermos nos conectar...)?
ResponderExcluirBom, abraços, muitíssimo agradecido e até mais então!