quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Amor verdadeiro (Parte 3)






No colégio o pessoal percebe que estamos muito ligadas, e após alguns dias, ainda com o clima com a mãe ruim, ela vai para minha casa levando uma muda de roupas. Os dias vão se passando e vamos ganhando intimidades uma com a outra, porem nada de anormal.

Uma aula que sempre gostei foi Educação Física, embora as aulas fossem sempre iguais. Até que em determinado dia, me chamam para participar da brincadeira e eu aceito. Porém não durou muito... Logo me tiraram, bati fortemente a cabeça no chão e quando voltei à consciência estava no hospital. Após os exames serem feitos e nada grave ser detectado, fiquei a noite em observação e a professora começou a conversar comigo.

A professora diz:

— Nadia, eu te trouxe até aqui, você bateu a cabeça no chão e desmaiou. O pessoal ficou desesperado achando que você estivesse morta. Ana Luisa começou a chorar muito e resolveu vir junto, vou chamá-la.

Ana entra no quarto e diz carinhosamente:

— Achei que o pior tivesse acontecido, não suportaria perder você. O pessoal também ficou muito triste, eles até pararam a aula depois do acidente. E me perguntaram o porquê de eu ter ficado junto á você e chorando muito... Respondi que estava daquele jeito porque te amo, você é tudo que eu desejo.

Eu percebi que ela falava sério e perguntei de que maneira ela me amava

Ana responde

— Sabe Nadia... Sei muito bem como você se sente por ter sido isolada... Pois quando eu morava em Sorocaba, quase todo o pessoal do colégio não me via com bons olhos, me humilhavam, me chamavam de lésbica fresca e coisas piores só pra me deixarem mal. Sofri muito e resolvi vir aqui pra São José dos Campos pra começar uma nova vida. E você tem tudo que eu sempre busquei em uma namorada. Eu te amo! Preciso de você comigo.

Aí eu respondo:

— Ana, você também é tudo que eu sempre busquei em uma namorada! Você é a mulher mais perfeita de todas, preciso muito que você fique comigo! Mas o pessoal que me humilha logo percebeu e impôs uma condição para pararem de me humilhar: que eu fique com você na sorveteria. Você aceita?

— Claro amor, claro que aceito! Por você enfrento todos os problemas.

Após receber alta do hospital, combinamos de nos beijar na sexta-feira. Feito isso, as brincadeiras pararam e pude ser feliz com a Ana Luisa. No fim do ano, resolvemos morar juntas na minha casa e fomos muito felizes.




FIM !!!!

Um comentário:

  1. Oi, Louise, eu também sou desenhista e escritor... se você tiver Facebook, Twitter e Instagram, pode procurar por mim depois (para podermos nos conectar...)?

    Bom, abraços, muitíssimo agradecido e até mais então!

    ResponderExcluir